Why do I keep beating myself with a hammer? Because it feels so good when I stop.

Segunda-feira, Julho 13, 2009



Next top

Dê parabéns para a mais nova America's Next Top Model monitora-chefe do CLAC.

(Ta, Jun, pode fazer comentário sarcástico.)



Atchim

Acho que eu to com essa gripe do porco...

Domingo, Julho 12, 2009



Another step towards happiness

Depois da HBO, do chantily, do iPodinho, do namorado e da batedeira, agora tenho Mortal Kombat 3 no computador. Nunca superei meus doze anos, quando meu pai tirou meu Mortal Kombat 2 do computador porque era muito violento e eu passei a jogar o 3 apenas quando ia pra casa da minha prima (e no videogame, onde eu não sabia jogar direito). Mas agora, está tudo resolvido. E já até reaprendi os macetes da Kitana. Com Kung Lao, Scorpion, Sindel e Jade, não preciso mais de nada pra ser uma pessoa completa.

Sexta-feira, Julho 10, 2009



Tudo bem. :)

Mas a Marina disse que é normal e o Matheus disse que vai ficar tudo bem. Então tudo bem.

Quinta-feira, Julho 09, 2009



¬¬

Olha só, a gente NÃO É amigo e eu NÃO entrei no msn pra falar com você. Aliás, estou SEM PACIÊNCIA pra falar com semi-conhecidos. Eu só quero falar com o Matheus. E aceito falar com o Leandro. Mas só porque ele morreu e agora inventou de ressuscitar. Escrevi certo?



It is by the grace of me you never learned what I could see

Nunca entendeu que o não ver, o não falar, o não sempre não não não é que me faz mal. O excesso potencializa o que tem de bom por um tempo, mas uma hora fica demais. Eu gosto de excessos. Meu pai fazia isso com queijo cheddar. Achava tão bom, mas tão bom, que evitava comprar todo mês, porque, assim, era sempre bom. Sempre fui contra. Eu queria queijo cheddar até cansar. Consegui. E cansei. Hoje nem gosto muito de queijo cheddar.

Nunca entendeu que, se fosse natural, eu não teria tantos problemas. Cansaria, com o tempo. Mas essas brincadeiras de quase-quase são capazes de manter as coisas indefinidamente. Eu gosto do excesso porque me faz aproveitar ao máximo enquanto tudo que eu quero é exatamente isso e porque me faz cansar quando já deu.

Te vi hoje, andando na rua. Tremi.

"Oh, you silly stupid past-time of mine
You were always good for a rhyme
And from the first to all the last times
All the signs said: 'stop!'
But we went on whole-hearted
It ended bad, but I love what we started
They said: 'stop!'
But we went on whole-hearted
It ended bad, but I love what we started"

Quarta-feira, Julho 08, 2009



Rio de Janeiro girl

Cara, eu moro em Cordovil, estudo no Fundão, trabalho na Ilha de Mocanguê e na Praça Mauá, meu namorado mora no Recreio e minha amiga mora em Copacabana.

Só falta Baixada, minha gente.



F.

Sinto inveja de toda pessoa que te vê todo dia. Que não precisou lembrar de fazer um interurbano no seu aniversário porque sabia que te encontraria no banco da praça.

Sexta-feira, Julho 03, 2009



9,75

9,75 em PortV, saca? NOVE E SETENTA E CINCO.

Nem quis saber de mais nada. Vim embora pra casa. 9,75.

Quinta-feira, Julho 02, 2009



(...)

O tempo passa, o tempo passa, o tempo passa, e aquela frase sempre vai me fazer pensar nele.

"I still wear your heart around my throat
With barely the air not to choke"



O Bichinho

- Mãe, to pensando em me candidatar pra monitoria-chefe do CLAC.
- Que que cê ganha com isso?
- Estress e dor de cabeça.
- Ganha mais dinheiro?
- Não.
- Não vai te tomar muito tempo?
- Vai.
- Então por que você quer?
- Ah, não sei, porque eu gosto do CLAC, porque eu quero contribuir com o projeto, sabe? Quero fazer alguma coisa...
- Ih, minha filha... Você tem o bichinho.
- Bichinho?
- É, o bichinho.
- Que bichinho?
- O bichinho da educação.
- Como assim?
- O bichinho que deixa a gente desse jeito, trabalhando que nem louca pra melhorar as coisas, que não aguenta ver os outros com descaso, que quer ajudar, contribuir... Eu tenho esse bichinho também. Deve pegar.
- Bichinho. Então agora eu tenho que alimentar meu bichinho.
- É, essa sua vontade é o bichinho pedindo comida.

Queria poder incluir esse diálogo no meu speech.

Terça-feira, Junho 30, 2009



It's time to say bye

Pronto, deletei do Orkut. Só faltou deixar o depoimento com a letra da música. E se o que ele esqueceu aqui em casa há, sei lá, dois anos atrás, valesse alguma coisa, eu vendia.



Putaquepariu

Sério, eu to até agora tendo diálogos imaginários com a Professora Burra na minha cabeça. ("Imaginário na cabeça" é pleonasmo?)

Eu acho uma OFENSA ter correção gramatical no meu trabalho feita por uma pessoa que não sabe nem a diferença entre "story" e "history". Mas ela que tem a caneta na mão, aí sai tacando 7. Eu devia ter ido falar com ela, ter ido perguntar onde foi que perdi três pontos. Porque ela só reclamou da falta de citação. Citações valiam três pontos? Mas eu to com raiva demais pra conversar. Por mim, pelo Renato, por um monte de gente. Por ela sair tacando 7, por ter a mão pesada na correção e não ter cacife pra isso. Normalmente, professor ruim pelo menos tem a mão mais leve. Ela deve se achar alguma coisa, porque putaquepariu. Minha vontade é levar a apostila da Frota pra ir explicar pra ela que o que ela corrigiu no meu trabalho ta certo. Dá vontade de oferecer aulas de inglês a ela. Dá vontade de explodi-la, na verdade. Porque putaquepariu.

É por isso que eu ando estressada. Se não já bastasse o normal de terças e quintas, ainda tem esse trabalho horroroso de inglês me impedindo de estudar português decentemente. Português, aquela matéria super difícil que por acaso é minha preferida. Aí piora tudo com essa Professora Burra. Porque é simplesmente revoltante se dedicar a escrever um trabalho pra ser avaliado por uma pessoa que claramente não tem condições de te avaliar. E ainda corrige "erro" gramatical. Coisa que ela acha que é erro e não é. Porque ela não entende "move out in order to", porque dá choquinho ver o "out" de "move out" seguido pelo "in" do "in order to". Porque ela não entende possessivo seguido de gerúndio. Porque ela só entende "people" como plural de "person", não rola singular de POVO na vida dela. Porque ela não entende que, em inglês, você comenta "on" alguma coisa, não "about". Porque ela fala "the text says about", coisa que aluno intermediário meu não faz. E, principalmente, porque, pra fazer prova ou trabalho pra ela, eu tenho que ficar me policiando (por exemplo, não usar "persons", porque ela vai achar que é errado) e sendo repetitiva, pra ela entender que eu disse mesmo aquilo.

E é de matar receber correção gramatical de quem comete erro no enunciado da questão. É pior até do que eu ter que copiar a pergunta errada, sem poder corrigir nada. Sério, eu não to aguentando isso, acho que se ela for a única opção período que vem, eu mudo de turma, eu tranco a matéria, mas eu não faço com essa mulher. Porque putaquepariu. O mínimo que eu espero de uma professora universitária é que ela me passe cofiança, é que eu sinta que ela é capaz de avaliar o que eu faço. E, de preferência, que o inglês dela seja melhor que o meu. Mas nem isso. Não sei nem como ela passou pra lá. Putaquepariu.

Segunda-feira, Junho 29, 2009



:X

Sonhei que era carnaval e eu estava andando numa carruagem na Rio Branco vazia. E aí, de alguma forma, a ____ descobria que o ______ tinha traído ela comigo. :X

Quinta-feira, Junho 25, 2009



Josephine Potter

Nunca achei que eu fosse dizer isso, mas eu adoro a Joey. Estou revendo Dawson's Creek há um tempo e muito das minhas percepções mudou. Primeiro que, antes, eu só não gostava do Dawson; agora acho o Dawson um babacão insuportável. Curiosamente, eu achava a Joey uma babacona insuportável. E, desde que comecei a rever a série, notei uma leve simpatizada em relação a ela. Não estava me incomodando tanto quanto na época em que eu acompanhava a série na Sony. E, agora, pior: descobri que ela não só não me incomoda, como me agrada. Socorro, eu gosto de Joey Potter.

Assisti hoje ao episódio 16 da quinta temporada, enquanto almoçava. É aquele episódio em que ela vai ao cinema com o Dawson (que está namorando a Jen) e encontra por acaso o professor bonitão da faculdade com uma mulher. E aí eles tiveram um diálogo que me fez lembrar de tanta coisa da minha vida, que eu tive que parar de comer e escrevê-lo inteiro no meio do meu exercício de português (que eu não consegui fazer). Aqui vai:

Joey: What's the best ending in all literature? Don't say Ulysses, everybody says Ulysses.

Professor: That's easy. Sentimental Education by Flaubert.

Joey: And what happens?

Professor: Nothing, really. Just two old friends sitting around remembering the best thing that never happened to them.

Joey: How do you remember something that never happened?

Professor: Fondly. You see, Flaubert believed that anticipation was the purest form of pleasure. And the most reliable. While the things that actually happened to you would invariably disappoint, the things that never happened to you would never dim, never fade. They would always be engraved in your heart with a sort of sweet sadness.

Joey: That sounds...

Professor: Deep?

Joey: Cowardly.

Aí eu parei de escrever, mas ele fala que, well, acadêmicos não são conhecidos pela... e ela beija ele e fala: "Courage?". Até queria que ela tivesse falado mais coisa e jogado um pouco na cara dele esse modo horrendo de se enxergar as coisas da vida. Mas gostei de como foi e confirmei minhas suspeitas de que, enfim, gosto muito de Joey Potter.



And the boys a-a-a-a-a-a-a-a-a

- Álvaro;
- Édipo;
- Elias;
- Igor;
- Oliver;
- Omar;
- Ubiratã.



Nome das minhas filhas

Contemplando sempre todas as vogais do português:

- Alice;
- Érica;
- Elisa;
- Ilana;
- Olga;
- Olivia;
- Úrsula.

Agora incluindo as nasalizadas:

- Ângela;
- Enya;
- Ingrid;
- Ona (ah, porra, vai dizer que você conhece um nome feminino que comece com ON?);
- Una (hahahahaha).

Então. Voltando pras vogais do inglês no meu trabalho.

Quarta-feira, Junho 24, 2009



Silence is golden, I have been broken

"If I am silent
Then I am not real
If I speak up then
No one will hear
If I wear a mask there's
Somewhere to hide

Silence is golden
I have been broken
Safe in my own skin
So nobody wins

If I raise my voice
Will someone get hurt?
And if I can feel it
But I won't get touched
If no truth was spoken
Then no lies can hide"



Tenho me preocupado bastante com a questão do silêncio. Tenho sentido muita raiva. Começou com o trabalho de literatura americana. Daí, já propensa, fiquei sentindo raiva de tudo, me estressando por qualquer coisa. Mas vai continuando, porque tem também o trabalho de inglês e a prova de português. Não me sinto apta pra nenhuma das duas coisas e ambas têm seu prazo no dia primeiro de julho. Quer dizer, parece que agora o trabalho de inglês foi adiado para o dia 3. Mas não faz diferença nenhuma. Não me sinto apta para fazê-lo. Aconteceu o mesmo que no terceiro período: comecei a me sentir burra, a querer pegar minha prova de português do segundo período pra reler e lembrar de que eu sou capaz de produzir aquilo. Mas aí eu tirei o inesperado 8,5 em literatura portuguesa; fui dispensada da terceira prova (aquela que estava me fazendo inventar formas de morrer no dia, pra não ter que fazer). E, hoje, 8,5 em inglês. Só que a raiva não passou. Aliás, aumentou. Porque hoje eu passei o dia aqui fazendo o trabalho de inglês, tendo como cola dois trabalhos antigos sobre o mesmo tema e nem assim consigo ASSIMILAR essa matéria. E olha que eu tirei 8,5. Enquanto isso, meu querido PortV me deu 7,5 na primeira prova. 7,5 é uma nota porca pra tirar numa prova cuja matéria eu sabia toda e consegui fazer todas as questões a tempo. E eu não estou sabendo bem a matéria da segunda prova. É muito fácil tirar 3,0 e não passar. E eu não sou daquelas que fala que ta tudo difícil, que não sabe nada e depois tira 9,3. Quando eu falo que não sei é porque eu não sei mesmo. E não tenho tempo. E a matéria é extensa e difícil. Sério. Matéria mais difícil da faculdade até agora. PortV. E minha preferida também, o que dá mais raiva ainda por ter tirado 7,5 (principalmente vendo a correção e percebendo que só 0,75 foram de coisas que eu realmente não pensei em escrever na resposta e todo o resto dos pontos perdidos ter sido de coisa boba, como organização da resposta, aquele item já tão elogiado pelos professores anteriores). Enfim. Não era disso que eu queria falar.

Eu quero falar do silêncio. Por causa disso tudo aí em cima, tenho sentido muita raiva. Alguns dos alvos da minha raiva não merecem. É completamente irracional. E eu não sei o que faço com isso, porque nunca fui de sentir raiva. Eu sou uma daquelas que fica triste ao invés de se irritar. Eu não fico irada, eu fico magoada, choro... Mas agora, não. Sinto raiva, muita raiva de um montão de coisas e não posso falar nada aqui. Eeeeee, cheguei no que eu queria. O silêncio.

Já senti esse incômodo antes, mas nunca tão forte e atenuante. Está me deixando louca não poder chegar aqui e falar tudo que ta na minha cabeça. Antes, quando eu passava por isso, eu não podia escrever tal coisa porque tal pessoa lia o blog. Agora, eu não posso escrever nada simplesmente porque é um blog e é público e está na internet. E também não consigo escrever no caderno. O máximo que fiz foi escrever um item dentre todos num curto e resumido e-mail pra Carol há duas semanas. E, no caso que comentei com ela, não é o silêncio, mas a falta dele.

Acontece todo sábado. Eu falo muito. Sorrio, conto histórias. Parece até que eu to bem com tudo. Parece até que eu gosto. A verdade é que eu não calo a boca porque, se eu ficar em silêncio, coisas podem surgir. E eu não quero que surjam. Quero evitar o confronto o máximo que eu puder, porque sei que, quando ele houver, será definitivo. Eu me conheço nesse ponto. Acho que sempre esperei por isso. E vai ser trabalhoso, doloroso, e um problema pra todos os envolvidos. Então, continuo contando histórias e sorrindo. Taí o problema. Se eu to sorrindo muito, é porque tem algo errado.

E todo o parágrafo confuso acima é pra preservar o silêncio. Porque as pessoas que tem ouvidos são as mesmas que têm olhos e preenchem lacunas. Preciso aprender a manter a compostura.

Sente só a falta de eloquência do post. Mais um tempinho treinando o silêncio e eu já não sei mais formar frase.

Segunda-feira, Junho 22, 2009



103, baby!

Eu quero dar um print screen no True Blood baixando a 103.2 kB/s no uTorrent pra mostrar pro técnico da Velox que disse que a minha área não suportava internet de 1 mega.



(...)

Mas pelo menos as duas aniversariantes ficaram felizes com a minha presença, mesmo sabendo que ela seria limitada.

Sexta-feira, Junho 19, 2009



E aí eu fico com inveja

Sabe?

Queria aquilo na minha vida.

Quinta-feira, Junho 18, 2009



Wishful thinking

Fiquei com vontade de deixar um depoimento assim:

Old-time grudges will die slowly
I know you miss the way I saw you
And cold, you're so cold
You're so cold, you're so cold

For a while it was nice
But it's time do say bye.

Quarta-feira, Junho 17, 2009



Dez anos

- A gente não é amiga mesmo, porque não tem nada a ver, né, ela é tipo dez anos mais velha que eu.

É. Eu disse isso. Haha. Como diriam no TDUD?, som na caixa, Alanis!

"It's like raaaaaain on your wedding day
It's a free riiiiiiide when you're already late..."



Putting the happy face on

O que me dói - e quando eu falo que dói, é porque dói mesmo - é ter que usar um texto com o qual eu não concordo como base para analisar um conto do qual eu não gosto para escrever um trabalho pra entregar pra uma professora que eu acho burra.

E o enunciado e suas limitações só comprovam essa minha suspeita, porque só pode ser burra uma pessoa que pede que eu analize AQUILO TUDO num conto de tamanho médio em no máximo três páginas. Um trabalho de apenas duas páginas e meia sobre aquilo tudo vai ser um trabalho CU. Dá vontade de fazer em tópicos: dá menos trabalho pra escrever e ainda fica mais fácil de ela entender. Porque puta que pariu, vou te contar, hein...



Pra concluir o post da Marina

A moral da história é: se você sai na rua vestindo mais de mil reais (ou quase dois mil, pra ser mais fiel), você não pode fazer poesia sobre desigualdade social. É um direito que Deus não te deu.

Terça-feira, Junho 16, 2009



Saving the best for last

Ele: Conhece a _____ de onde? Preciso de informações sobre ela.
Eu: Pô, aquela é a ______ __ _____, a gente se conhece desde ____. Ela é riquíssima e mora __ ______. Tava comigo no dia do _________, num viu, não? E ela é lésbica.

Segunda-feira, Junho 15, 2009



Dialogando

Acho que, na verdade, essa descoberta que eu fiz (sim, ainda o Fantasma da Uruguaiana), foi uma desculpa do cosmo pra despertar em mim uma super nostalgia desenfreada. Porque fui ler os cadernos da época e a parte que me interessava (sobre ele), eu já superei. Mas tooooodo o contexto me deixou meio... desacreditada. Sério que eu passei mesmo por aquilo tudo? Com 12, 13, 14, 15, 16 anos? Eu sempre me esqueço disso, mas houve vida antes de 2005. Sempre me refiro à minha vida de hoje como quase completamente oposta à minha vida de antes, mas, quando me refiro à essa vida de antes, só penso em 2005, 2006 e 2007. Esses anos maravilhosos. Esqueci completamente A MERDA QUE FORAM os anos anteriores. Sério. Minha vida era muito ruim. Tem de tudo. De um super assalto à uma perda de HD pouco tempo depois (e tanta, tanta coisa perdida e eu ficando na internet até não me aguentar mais de sono pra deitar e conseguir dormir sem ter que pensar). De ficar doente, tomando remédio por meses sem poder comer nada, às Super Decepções Amorosas em série. O total desaparecimento do Fantasma da Uruguaiana e a perda de amigos queridos por motivos muito sérios. Os problemas constantes (que só foram culminar agora, esse ano, thank God). E o grande evento, lá nos meus 12 anos. Tenho pensado muito nisso. Vontade de contar pras pessoas. O Leandro sabe, mas o Leandro não existe mais.

E reler os cadernos despertou tudo isso. Não que eu esteja me sentindo mal depois de ter lido problema atrás problema que tive na minha vida, mas fiquei impressionada com o quanto eu era inocente e boazinha (hoje eu sou muito mais chata). Tão bobinha. E gostei de ter ali registrado e de poder ver o que passou e ver como a vida é MUITO MELHOR desde 2005. Não que 2005 e 2006 tenham sido uma maravilha, se paro pra pensar em seus grandes eventos, mas, antes disso, a vida era tão merda, que eu acho esses dois anos lindos. Não são os melhores da minha vida só por comparação, não. São genuinamente os melhores anos. Queridos. E aí fiquei com vontade de continuar registrando isso. Não escrevo direito desde a segunda metade de 2007. Não mantive mais um "diário". Meu caderninho tem mais planejamentos de trabalhos e notas de alunos do que minhas reflexões sobre mim, mim, mim. Então, resolvi começar um caderno novo (já que, convenientemente, o que eu estava usando acabou). Até porque, tenho escrito muito aqui e aqui fica resumido, forjado e camuflado. No caderno tem tudo. Eu fazia até desenhos ilustrando as história. Punha frase de música. Destacava coisas. Mudava de cor quando ia citar algo importante. Parecia um grande e-mail pra Carol. Dialogava.

Então, é isso. Estou voltando a dialogar comigo mesmo. E espero que, daqui a seis, cinco anos, eu leia os registros e veja de novo que a vida ficou muito melhor.



zzZZZzzzzzzZ

- A gorda horrorosa e porca ligou o dia inteiro no outro sábado. Vergonhoso. Aí hoje eu tava ouvindo Adele e percebi uma coisa chocante: a gorda horrorosa e porca, se fosse bonita e se arrumasse ficaria A CARA da Adele. Confiram aqui.

- Depois de comer o macarrão ao molho de gorgonzola com camarão da mãe do Gabriel, fiquei fissurada na coisa e resolvi que faria sozinha depois. Fiz ontemm. Ficou muito bom e o pouco que sobrou me aguarda na geladeira. Problema é que chegar em casa e almoçar dá aquela sensação de tarefa cumprida e aí eu durmo, não trabalho. Então, estou aqui no computador trabalhando (meaning: fazendo prova pro CLAC) e, quando eu acabar, minha recompensa será a sobra do macarrão ao molho de gorgonzola com linguiça. Ah é. Porque não tinha camarão, peixe daria trabalho, filé mignon acabaria e o Gabriel tem uma fixação por linguiça. Ficou super pobre, mas até que combinou.

- Sonhei com o Fantasma da Uruguaiana pela primeira vez em quatro anos. Pelo menos, até onde a lembrança me permite saber. No sonho, quem me falava era a Bia. Ele tinha me achado também e mandava um e-mail pro Bruno, pedindo o telefone da Bia. Ele queria que ela me avisasse que ele ia estudar em Nova York (porque de repente ele é totally international) e ia passar no Rio pra pegar uns papéis e queria aproveitar pra ver. Não sei o que e por que Bia e Bruno têm a ver com isso, mas, vai entender o mundo onírico. Deve ter sido culpa do Coleridge.

- O outro sonho só foi estranho na ambientação. Eu estava deitada na minha cama e o Otaner estava sentado de frente pro meu computador. Eu perguntava pra ele se ele achava que valia a pena tentar convencer o Gabriel a ir comigo no show do Brasov no Sushi bar.

- No ooooutro sonho, eu entrava em uma sala cinza e destruía um monte de monstros. No fim, ficava só o guardião do labirinto do Fauno. Acho que eu era um homem, aliás. E aí, sei lá, eu sentia muita PREGUIÇA de lutar com ele e ele concordava em deixar pra lá.

- No ooooooooooutro sonho, era uma fila de pessoas descendo pra algum lugar e, no meio delas, a Gabu, e eu ficava super feliz de encontrá-la. Um sargento aluno meu (de nome super encontrável no Google) nos ordenava e sorria pra gente. Era tipo um "passeio" pra filhos de militares e "outros". Eu era uma outra.

- Sábado fiz trabalho das 14h às 20h. Um trabalho só. E ainda não acabei. Não é super maneiro? Estou em estado de choque com a quantidade de coisas a fazer até o fim do mês. Amanhã tem trabalho de linguística pra apresentar. Depois dou aula (ou seja, preparo hoje). Quinta dou aula (ou seja, preparo na quarta) e aplico prova oral (e faço contas e contas depois). Sexta, tenho acupuntura (assim como toda sexta) e preparo aula de sábado. Em algum momento no meio disso, terei que ter corrigido umas trinta redações. Porque segunda tem prova de literatura americana sobre uma coisa e trabalho pra entregar na mesma matéria sobre outra. E trabalho de literatura inglesa, claro, toda segunda. Mas tudo bem, porque, aí, na terça, além de dar aula, aplico prova escrita (meaning: trinta provas pra corrigir, dar nota e fazer média pra finalizar o semestre). Porque, né, na sexta 26, tem prova de português e, cara, eu to em estado de choque com essa matéria da segunda prova. Mas aí, blz, porque, sábado tem CLAC de novo, mais redações pra corrigir, etc. Aí na terça, 30 de junho, tem prova de literatura portuguesa que, sendo dela, é um problema. E dia primeiro de julho, entrega do trabalho de inglês, que é tão grande, tão grande, que eu só não vou entrar na comunidade "Eu sobrevivi ao trabalho da Aurora" porque quem me dá aula é o Leandro. Leandro que, por acaso, dá prova dia 3. Só que esse não será o fim. Dia 4, aplico prova no CLAC, o que me fará ter mais provas pra corrigir, mais médias pra calcular e lançar no site; tudo pra, no sábado seguinte, voltar lá e aplicar segunda chamada! Isn't life grand? :)

- Agora tenho ortopedista.

Sexta-feira, Junho 12, 2009



E seis anos depois, só pra finalizar:

"You stood before me like a thought,
A dream remembered in a dream."

Porque o Fábio está preparando o Coleridge de segunda-feira e escolheu o poema pelos versos certos.